Puseste discretamente a tua máscara e deixaste-a ficar o tempo que quiseste. Pedi-te tantas vezes que desembrulhasses o melhor que tinhas de ti sem essa máscara, mas tu explicaste-me que não conseguias viver sem ela porque só assim é que as pessoas gostavam de ti.
Um dia pedi-te carinhosamente que a tirasses e tu fizeste-me esse favor. Errei tanto ao pedir-te isso. Sabes porquê? Debaixo dessa máscara só havia coisas más. Cinismo. Falsidade. Maldizer. Traição. Mentira.
Sempre vivi com a tola convicção que era insubstituível e que sempre me mostraste o teu verdadeiro eu, mas não, mostraste-me o que quiseste.
Foste a minha maior desilusão.

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