Um dia jurei-te que era para sempre, mas não sabia que o para sempre era tão pequeno, que o para sempre magoava tanto e que ás vezes fazemos coisas que não sabemos se são as mais correctas para cumprir o para sempre. Desculpa, não só por te ter magoado, mas por não ter conseguido cumprir o NOSSO para sempre. Sabes, hoje olho á minha volta e vejo que o teu vazio não foi nem pode ser preenchido por outra pessoa e tenho medo da minha vida sem ti, tenho medo de sentir tanta falta que não tenha forças para me levantar, medo de não conseguir fazer coisas que antes nós fazíamos e medo de não voltar a esboçar um sorriso. Quando abri a porta e te contei o que tinha acontecido os teus olhos de desapontamento de imediato apareceram e fizeram-me um olhar recriminador, “Alexandra não podias ter feito isto, porque nós tínhamos uma história e ela era eterna”. Nunca me tinha sentido tão sem forças, senti que tinha feito o pior dos erros, mas que na altura me soube bem. Já alguma vez sentiste de tal forma especial que parece que o mundo gira em tua volta? Eu senti isso e gostei da sensação, mas não foste tu que me proporcionaste essa sensação.
O momento de nostalgia está prestes a apanhar a carruagem do meu pensamento e só me lembro das boas coisas que passamos. Tenho medo de nunca conseguir tirar esses momentos da minha cabeça e de tu saíres de vez da minha pequena vida.

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